Casos de diarreia e vômito em Itiquira podem estar sendo causados por água contaminada por bactérias - itinewsMT

Casos de diarreia e vômito em Itiquira podem estar sendo causados por água contaminada por bactérias

 

Reservatório Central, que abastece boa parte da cidade.

 

Uma análise feita por equipe da Secretaria Estadual em Saúde,  apontou que a água fornecida à população pelo DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Itiquira, está contaminada por bactérias.

Um parecer foi enviado ao vereador Álvaro Monteiro na quarta-feira (14). Após informação de várias pessoas com diarreia e vômito na cidade, o vereador  disse que solicitou junto a Regional de Saúde de Rondonópolis, dados sobre a qualidade da água consumida pelos munícipes.

De acordo com parecer, os laudos laboratoriais mensais do primeiro semestre de 2019, relativos às analises microbiológicas, mostra a presença de coliformes totais e bactéria E.coli, na água fornecida pelo DAE.

A bactéria E. coli, é responsável por boa parte das diarreias que atingem pessoas de todas as idades, segundo dados do parecer, em 2018 foram registrados 300 casos de doença diarreica aguda em Itiquira, até maio deste ano já foram registrados 187 casos.

O parecer aponta que o Município está impossibilitando o acompanhamento e monitoramento desse problema para tomada de medidas urgentes, pois a Secretaria Municipal de Saúde de Itiquira/Vigilância Epidemiológica, está silenciosa desde a semana nº23 até a 32, não promoveram registro no SIVEP/DDA.

Outro fato apontado é que os valores de cloro e turbidez, embora estejam lançados no SISAGUA (Sistema Nacional de Informação), não está sendo lançado no LACEN (laudo relatório ensaio), pelo responsável pela coleta de água da Secretaria Municipal de Saúde de Itiquira. O que prejudica a avaliação dos laudos quanto a verificação se atende ou não a Portaria de Potabilidade da Água para os parâmetros obrigatório de campo turbidez e cloro residual livre. Que a presença de coliformes totais, demonstra falha ou insuficiência no tratamento, ou evidências de deterioração ao longo da distribuição, uma situação de perigo e risco a saúde pública.

A avaliação dos dados do SISAGUA, que é alimentado pela Secretaria Municipal de Saúde, aponta o não cumprimento do plano de amostragem, e que o município de Itiquira nunca realizou as análises semestrais obrigatórias de metais pesados, agrotóxicos, entre outros de importância a saúde pública.

Outro fato grave apontado pela Regional de Saúde de Rondonópolis, é que o município não realiza o tratamento adequado da água proveniente da Estação de Tratamento e distribui a água na rede, onde esta vem a misturar com as águas provenientes dos poços que recebem tratamento.

O parecer finaliza destacando que a situação é extremamente grave e que necessita de atenção especial do Gestor para extinguir esta situação de risco e perigo, para que não ocorra surto proveniente da água não tratada de forma adequada, conforme exigência do Ministério da Saúde.

Confira o parecer AQUI

REDAÇÃO
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