Servidores da Educação não acatam decisão judicial e mesmo sob ameaça de demissão decidem manter greve - itinewsMT

Servidores da Educação não acatam decisão judicial e mesmo sob ameaça de demissão decidem manter greve

Professores e servidores da Educação de Mato Grosso fazem assembleia geral na frente do TRT nesta 2ª e decidem manter greve que dura mais de 70 dias

Os trabalhadores da Educação se reuniram na tarde desta segunda-feira (5), em assembleia geral, e decidiram continuar a greve que já dura há 70 dias.

Eles decidiram não acatar uma decisão do Tribunal de Justiça que julgou na última terça-feira (30) a greve abusiva e determinou o retorno dos profissionais ao trabalho em até 72h, sob pena de multa de R$ 150 mil por dia de descumprimento.

Mesmo com a recomendação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) para que os trabalhadores em greve retornem ao trabalho, sob o risco de demissão, os servidores da Educação decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado.

Os trabalhadores afirmaram que a possibilidade de demissão, conforme recomendado pela PGE, é um dos itens do “pacote de maldades” do governador para tentar acabar com a paralisação sem precisar dialogar. A recomendação da PGE tem como base a decisão da desembargadora Maria Erotides Kaneip que declarou a greve ilegal, manteve o corte de pontos e aplicou multa diária de R$ 150 mil ao Sintep em caso de descumprimento.

Segundo o parecer da PGE, enviado à secretaria Estadual de Educação (Seduc), o Estatuto dos Servidores Públicos Civis de Mato Grosso e o Código Disciplinar do Servidor Público Civil do Poder Executivo apontam que a ausência injustificada ao trabalho, por mais de 30 dias consecutivos, configura abandono de cargo, cuja pena é a demissão.

Apesar dos apontamentos da Justiça contra a continuidade do movimento, os servidores decidiram manter a greve até que o Executivo estadual apresente uma proposta sobre o pagamento da Lei 510/2013, conhecida como Lei de Dobra do Poder de Compra, que prevê reajuste de 7,69% para a categoria. Eles também querem a restituição imediata do corte de pontos – as propostas apresentadas pelo Executivo parcelam os pagamentos dos valores cortados.

Mobilização

A assembleia desta tarde foi realizada em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MT). Conforme o Sintep, sindicato dos servidores da Educação, representantes de 79 municípios participaram do ato.

Depois, a categoria caminhou pela Avenida do CPA e foi em direção ao prédio da Seduc, na região do Centro Político Administrativo. No percurso, eles bradavam contra o Governo, gritavam que a greve da categoria continua e carregavam bandeiras do sindicato e cartazes criticando o Executivo e cobrando o cumprimento da Lei 510/2013.

REDAÇÃO
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